quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Tens cera no ouvido...!


Antes demais quero pedir desculpa por usar este espaço para elogiar uma filha minha. O intuito tem a ver com uma situação passada ontem e que denota a criatividade dos jovens, que deve ser incentivada e o quão falta faz para desanuviar os ambientes em que vivemos. Tenho regularmente escrito no blogue das notícias à noite na RTPN comentando alguns dos assuntos em debate e também na legenda da fotografia. Curiosamente ou não, das dezenas de vezes nunca consegui com que a minha legenda fosse a escolhida. Ontem fiz um teste e mostrei a fotografia do dia, candidata à melhor legenda, à minha filha Mariana. Respondeu-me de rompante com uma legenda. O resultado foi, na primeira vez que concorreu ganhou com mérito e distinção com uma legenda que não me passava pela cabeça. Resta dizer que esta imagem foi tirada no novo Museu de Cera Madame Tussaud em Xangai.
A legenda foi «Tens cera no ouvido...!»

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O próximo ano do porco é em 2017, mas a agrária quer que seja já em 2011


A conversa de hoje com alunos, levou-me a considerar num momento de autocrítica, que poderei estar desactualizado ou descontextualizado em relação às suas vocações pessoais e às do curso de Eng. Florestal, bem como aos propósitos e ao alcance das suas ideias. Após realizar uma curta pesquisa na internet sobre os mais variados temas hoje abordados ainda mais reconsiderei as minhas opiniões hoje transmitidas. Sarah avança sem medos para o teu projecto no "Solar impulse" e Caro Presidente da AE, tenho que aceitar que o lugar certo para o Porco pode ser os tanques da Piscicultura.

domingo, 28 de novembro de 2010

As crónicas que (não) gostaria (sequer) ter pensado...na semana que passou!

Esta semana, dou início a uma coluna com o título «As crónicas que não gostaria sequer ter pensado...na semana que passou!».
Este pode ser considerado um espaço de «auto-censura» do próprio autor, face às realidades e inevitabilidades.





«Os Perigos do Efeito Estufa»
Os perigos do efeito estufa, constituem um problema bastante ameaçador, embora poucos se dêem ...


«Foram Cardos, foram Rosas»
Não foram poemas nem rosas
Que colheste no meu colo
Foram cardos foram prosas
Arrancados ao meu solo...

«Um "Set" não é apenas uma parte do Jogo»
Sets estão no jogo, fazem parte da programação dele, quem tiver recursos consegue o set, eles não são impossíveis de se conseguir...

«Ajustar para Benefício Público ou Concursar para Prejuízo de Todos»
Nuns casos, os principios justificam os fins, noutros pode ser o princípio do fim...

sábado, 27 de novembro de 2010

São Silvestre... faz Nexo!


A AE quer aproveitar, a realização de um concurso de design para a criação de um cinzeiro a colocar no espaço da associação, para lançar uma campanha anti-tabágica e promotora da saúde na ESAV.
Este é aparentemente um conceito antisense mas com muito sentido. Assim a AE pretende com este projecto criar um produto para promover o combate à sua utilização. Este conceito contrapõe-se a muitos nonsense que prosperam por aí. Com ideias destas que partem dos alunos há outras ideias que começam a fazer nexo. Agora é só esperar pela criatividade dos jovens e seguramente não irão faltar ideias originais, quiçá com aptidão comercial.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

AE da ESAV está "Possuída" e "Embuída"


A AE da ESAV acabou de tomar posse e percebe-se pelo "discurso de cor" que também está imbuída de um novo espírito agrário do qual se orgulha. Curiosamente, a AE tomou posse num dia de greve geral e onde ainda antes de tomar posse solicitou que as pessoas da ESAV colaborassem com trabalho voluntário na limpeza da Escola. Este pode ser o "mote" para um novo mandato... contar com o apoio de muitos. Registei com agrado que o outro cadidato à Presidência da AE-ESAV colaborou na acção de limpeza da ESAV, dando um sinal claro de vontade em colaborar que tem ser tido em atenção. É preciso que o novo elenco directivo tenha isso em consideração. O grande desígnio que se coloca nos tempos de hoje desde alunos, funcionários e docentes são os aspectos motivacionais mais do que questões orçamentais. E esta motivação é preciso "alimentar" continuamente e de modo diversificado para que as pessoas procurem atingir novos e diferentes objectivos.
Dos discursos, gostei do discurso do Vereador Drº Guilherme Almeida, adaptado ao momento, de motivação e apelo ao fazer bem, com conhecimento de causa e abertura ao diálogo e construção. Seguramente que têm aqui um bom aliado, espero que saibam construir uma relação de confiança, na qual têm tudo a ganhar. Por último, destaco o discurso do novo "Obama" da ESAV, como os colegas carinhosamente o apelidam, que fez um "discurso de cor", isto é de improviso. Focou o essencial de uma forma muito natural, apelando a todos sem excepção. Sabe que não pode fazer tudo mas tem que definir prioridades e ir ganhando confiança e espaço...agora há que começar a trabalhar. Gostei da inciativa de limpar a Escola mas... temos que ser muito mais eficazes e consequentes mas...apesar de tudo foi um bom começo, diria que foi ganho o primeiro "round". Desejo as maiores felicidades para o futuro a toda a equipa e sabem que podem contar comigo.
P.S. - Em jeito de nota de rodapé gostaria de enaltecer o trabalho realizado pelo Rafael Guimarães que como aliás disse no seu discurso empolgante, não temos que estar sempre todos do mesmo lado. O seu discurso tem que ser entendido numa lógica do que é que cada um pode fazer para que esta seja a melhor Escola e não o que é que esta Escola pode fazer por cada um de nós. É inegável que prestou um óptimo serviço à ESAV e ao próprio IPV, aliás como outros tantos daqui provindos, o que prova que a Associação de Estudantes da ESAV é um óptimo "alfobre" de dirigentes associativos, e só espero que continue a "deixar semente", o que constitui um sinal de vitalidade. Neste particular, a experiência destes que nos vão deixando é fundamental para criar "tutores" para o que se seguem. O meu Muito Obrigado, pelo reconhecimento público que faço do trabalho realizado.
A propósito de limpar a Escola ler a crónica publicada neste blogue aquando do limpar Portugal.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nova linha de produtos gourmet lançados pela AE: SAVE by ESAV


...produtos a lançar brevemente!
Vamos todos "curtir" numa boa! Estes já começaram e atenção que as coisas não aparecem feitas e são precisos mais a colaborar.
Ver crónica publicada neste blogue no dia 25 de Fevereiro.
"Alunos da Agrária já não suprpreendem"

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Já estou habituado a trabalhar sem rede...



Agora só me falta tirarem o arame!...é mais para o início do próximo ano. O que vale vão sendo os "palhaços" porque senão o "circo" tinha de fechar. Já agora vamos rezando também para que os "ursos" não se constipem porque um Natal sem circo não tem o mesmo encanto...principalmente para as crianças!

P.S.- Em linguangem vernacular "arame" é dinheiro.

domingo, 14 de novembro de 2010

Como diria Obama! Yes, Weekend...

A Associação de Estudantes da ESAV foi a votos. Os docentes não devem nem podem tomar partido por qualquer das partes. O que não impede que, uma vez eleita, não possam ajudar naquilo que forem solicitados para tudo fazerem para o sucesso do mandato. A Associação de Estudantes é uma das estruturas da ESAV que pode contribuir para a sua dinamização e valorização...sempre em conssonância com as várias Presidências. Apesar de haver vencedores e vencidos neste confronto, o novo Presidente deve contar com todos, se estiverem disponíveis, para todos sentirem que a ESAV é deles e não apenas de alguns, e seguramente que haverá bons projectos em ambas as listas. Alguém me confidenciou que, a sentimento vivido com esta eleição é como se de um novo Obama se tratasse. Resta saber se se estava referir à primeira fase Obama ou a esta actual com menos "pulmão". Seja como for é uma expectativa muito alta. Como é fim-de-semana (Weekend) agora vamos descansar, para o início da próxima semana, veremos. Soube hoje que a tomada de posse será no dia da greve geral (24 Novembro), não sei se será um bom ou um mau presságio. Outro sinal dos tempos é o facto de o próximo Presidente ser de um curso (Eng. Florestal) em que a ESAV está a deixar de acreditar. Talvez seja culpa dos Sistemas! Estou curioso para ouvir o primeiro discurso e espero que o Presidente do IPV possa vir, porque quem não é visto não é lembrado.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A ESAV não é só isto... mas também é isto!


O dia de São Martinho foi finalmente comemorado na ESAV. Para aqueles que confiaram a sua presença seguramente que se vão lembrar por muitos e bons anos. Por coincidência ou não, é também o dia do nosso Presidente e isso poderia dar ainda mais força à sua comemoração e poder ser usado de forma "ousada". Mas este foi também um dia onde se puderam tirar muitas lições. Normalmente não devemos destacar ninguém, porque nos esquecemos sempre de outros, mas não posso deixar de fazer algumas referências e assinalar algumas vitórias. A primeira foi a apresentação, neste caso ao Presidente do IPV, do licor de Mel, num projecto conduzido pela Sara e também pelo "Alcobaça". Esta foi uma pequena vitória, mas tenho a certeza que a Sara não mais o esquecerá. Seguramente que terá de melhorar o licor mas tenho a certeza que o fará com imenso sucesso e saberá arranjar os parceiros para isso. Os dois grandes obreiros de todo o evento foram o Prof. Rui Oliveira mas também o Luis "Santa Comba". Porquê? Porque ambos iriam realizar cada um o seu dia de São Martinho e teriam à mesma imenso sucesso se o levassem a cabo individualmente. A diferença ao pensarem fazer em conjunto é que assim ganhou a Escola no seu todo, senão toda, pelo menos aqueles que quiseram aderir à inciativa. Um agradecimento também muito sentido à Eng. Leontina Fonseca, pela lição a roçar a irreverência sobre a "sexologia do castanheiro", ao Eng. Duarte por mostrar um projecto de corpo inteiro "RefCast" que espero que possa ajudar a levar a cabo. Numa componente mais "tertuliana", o Dr. Alberto Correia, deliciou-nos como uma lição dedicada à "cultura do castanheiro", em jeito de graça sponsorizada pela Policia de Segurança Pública de Viseu, o nosso muito obrigado. Acabamos em beleza com o Eng. Carlos Silva a mostrar-nos o vinho de outros tempos e desejo-lhe os maiores sucessos para a sua última criação o "Touriga´s five". Segui-se o "rancho" na cantina da ESAV, na autêntica acepção da palavra e a todos os níveis. Queria deixar um agradecimento pessoal a todos os alunos que se portaram de uma forma muito natural, inclusivamente com o "enfarruscar" e na forma ordeira como souberam aproveitar este dia. Uma última palavra para quem esteve no grelhador toda a noite sem refilar...Minfas, o meu obrigado!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Concelho a Conselho

O distrito de Viseu deve ser o objecto fulcral onde a Escola Superior Agrária de Viseu deve concentrar os seus esforços de investigação e ao mesmo tempo de divulgação. É uma área sui generis pela diversidade das suas paisagens e das suas gentes, da cultura e pela valência dos seus produtos, designadamente os de denominação de origem. Poderia destacar produtos como o Vinho do Dão, o Queijo "Serra da Estrela", a Maçã Bravo de Esmolfe, o Vinho do Porto, a Agricultura Biológica, as aromáticas e medicinais, os cogumelos, e é nossa vontade ajudar a criar mais e acima de tudo valorizar os já existentes desde o ponto de vista técnico até ás questões de promoção e valorização. Do alto desta tribuna faço um apelo para que a ESAV, leve por diante um projecto a dois anos que nos leve a conhecer as valências de cada um dos 24 concelhos do distrito por forma a podermos lançar projectos integrados por forma a serem valorizados de forma integrada os recursos de cada um no todo global. A ESAV deve constituir-se como uma estrutura credível técnico-cientificamente, política na verdadeira acepção da palavra, não partidária e capaz de estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas nacionais e estrangeiras. Este poderia ser o desígnio de uma Escola Politécnica neste tempos que se avizinham difíceis mas ao mesmo tempo desafiantes.

domingo, 31 de outubro de 2010

Arriscando...excedendo os limites!

A ESAV excedeu as expectivas com a organização de mais um Encontro Micológico, no caso o VIII, que se vem realizando, até hoje ininterruptamente, com uma organização partilhada por docentes, alunos e funcionários, brilhantemente coordenada e incentivada pelo Eng. José Manuel Costa. Só o Zé Manel, consegue uma organização destas, feita nos limites, sem gritos nem stresses unindo todos em prol de um desígnio, onde todos se superam numa plena simbiose de esforços. É uma questão de orgulho para todos nós que trabalhamos na ESAV, termos assistido a todo o rol de actividades que ocorreram na passada sexta-feira, dia 29 de Outubro, desde a colheita de cogumelos no Parque Arbutus do Demo debaixo de um autêntico dilúvio, em Vila Nova de Paiva, onde pudemos assistir a uma comunicação proferida por um investigador Grego parceiro no Projecto PARTIREC, relacionada com o tema da cultura de cogumelos na região central da Grécia. Cada vez que me desloco ao Arbutus do Demo, penso nas suas potencialidade e na forma como um protocolo firmado com o IPV poderia ser extremamente benéfico para ambas as partes. Prometo realizar um forcing final para que, como Director do Curso de Ecologia e Paisagismo, possa incentivar os "meus alunos" a ajudarem-me a levar por diante este desígnio. Durante a tarde, seguiu-se todo o ritual de montagem do "presépio das cogumelos" com concomitante identificação das espécies e esclarecimento relativamente às questões de toxicidade, comestibilidade, bem como outras curiosidades. Ao final da tarde foram proferidas um conjunto de palestras nas instalações da ESAV, desde os aspectos relacionados com aspectos nutricionais (Dr.ª Edite Lemos), com particular destaque para o regresso dos nossos antigos alunos, que transmitiram as suas experiências de vida como forma de incentivar os novos alunos, para regozijo dos seus professores que observam "as suas crias já em pleno vôo livre". Para o final estava reservada a surpresa da noite onde foi servido na cantina da ESAV um jantar de degustação gastronómica onde tiveram presentes mais de 100 pessoas, para um local projectado para um máximo de 67. Esta foi uma das inciativas mais bem sucedidas, usando exclusivamente o "Know-how da ESAV", numa comunhão intensa de esforços entre docentes, funcionários e alunos dos vários ciclos de estudo (CETs, Licenciaturas, Mestrados e Universidade Sénior). No decorrer da noite não podia evitar olhar para a cozinha em "open space" e assistir a uma coordenação "orgânica" liderada pelo António e pela Isabel coadjuvados por todos aqueles alunos e funcionários, que me levava a emocionar várias vezes e pensar que com empenho as tarefas árduas parecem tornar-se fáceis. Estou plenamente convencido que os nossos convidados levaram uma óptima "imagem" do espírito e do potencial agrário a todos os níveis. Julgo que agora só falta convencer desse potencial alguns dos que se encontram na própria ESAV, no IPV e algumas entidades da região...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Cultura do Genius Loci na ESAV


A ESAV vais organizar mais um encontro à volta dos cogumelos... no fundo um reencontro. É objectivo da organização usar esta edição dos encontros micológicos da ESAV, sob o pretexto de partilharmos ciência, saberes e sabores à volta dos cogumelos, para exaltação de uma cultura de Escola, na qual, antigos e novos alunos possam partilhar conhecimentos e experiências vividas, numa perspectiva de simbiose plena em alusão à estratégia desenvolvida pelos próprios cogumelos.
Neste ano, apelidado de reencontros, queremos dar voz aos antigos alunos para que possam transmitir aos mais novos os seus casos de sucesso relatados na primeira pessoa, com exemplos de inovação, criatividade e empreendedorismo, visando a criação de uma network que poderá constituir-se como uma ferramenta dos tempos de hoje e de amanhã, um pouco à semelhança dos macrofungos na qual as redes de hifas se entrelaçam para frutificar.
Nesta 8ª edição, para além de continuarmos a promover o contacto com a natureza, adquirir mais e melhor conhecimento científico, apelar aos aromas e sabores gastronómicos, queremos alimentar na ESAV a cultura do “Espírito do Lugar” num momento para reavivar memórias e partilhar experiências de vida. No fundo, um reencontro de gente boa à volta duma boa conversa intemporal, numa aproximação das comunidades escolares de ontem e de hoje, com convidados sempre especiais no mesmo loci de sempre, também aqui como nos cogumelos que, todos os anos parecem surgir nos mesmos lugares, mais cedo ou mais tarde em função das vontades.

As Netas, o Neto e a InterNet


Nestes tempos de crise, temos tendência para olhar exclusivamente para os custos e não vermos a capacidade de rentabilização do investimento. Fazendo referência à época de vindimas, este é um ano de grandes produções para a qual até as netas da vinha contribuiram. Na equipa de vindima que coordenei, da qual o Neto fazia parte, foram batidos todos os recordes de rentabilização de custos versus produção, com extraordinário mérito para as gentes e as suas vontades. Por último, a internet é hoje uma ferramenta crucial para as rentabilização do tempo e dos recursos com vista à proficiência no mundo actual e futuro. Em relação a esta há um crescendo de descontentamento entre os docentes e alunos da ESAV pelo facto da Internet funcionar de forma extremamente lenta, que põe em causa todo o tipo de trabalho que assente em pesquisa. Admito que seja dificil a resolução do problema, o que não posso admitir é que não haja solução. A não ser que seja intenção propositada evitar que as pessoas andem pelo Facebook e pelas "quintinhas virtuais" por ora vejo duas soluções para o problema: ou fazemos o trabalho fora do serviço em casa ou aproveitamos a campanha de vôos baratos da Ryanair e vamos directamente às fontes de informação http://www.ryanair-voosbaratos.com/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O Vinho da ESAV... Reserva(do)?

Ainda sou do tempo em que era um orgulho oferecer uma garrafa de vinho da ESAV. Tinha então a designação Events, sob o pretexto de servir para comemorar momentos de excepção. Eu sei que vivemos momentos de aperto e restrição orçamental, mas não saber usar acções que decorrem na ESAV, como é o caso do próximo 8ª Encontro de Cogumelos, que a par da garraida constitui já um dos ícones da Escola, para mostrar e divulgar o que de bom se faz na Instituição, no mínimo é lamentável. Ainda para mais, depois do que se passou na feira do vinho de Nelas, em que a ESAV fez questão de não dar a provar o seu néctar. É questão para perguntar se as garrafas que existem do vinho da ESAV já estão reservadas ou estarão à espera de subir para o estatuto de reserva. Bom, lá teremos de comemorar mais este evento com moderação, bebendo aquele outro que agora não me recordo o nome.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

As Vindimas da Agrária começaram e ... já acabaram!

... e quase não demos por elas!
É uma pena que a ESAV não saiba usar este momento que constitui um dos ex libris do Dão para se dar a conhecer à sociedade e mobilizar os alunos para desfrutarem de um momento de comunhão de trabalho mas também de histórias com docentes e funcionários e até porque não conhecimento técnico-científico. Alguém terá dúvidas que numa manhã de vindima na colecção ampelográfica de castas que os alunos aprenderiam muito mais do que o mais iminente professor a ensinar três horas de téorica sobre identificação de castas. Mas parece que temos todos vergonha de sujar as mãos para além de parecer existir uma vedação de "arame farpado" à volta dos edifícios e dos laboratórios. Para além do mais como está a chover é mais cómodo estarmos fechados nos gabinetes e salas a "enxotar" as moscas. Vamos esperar para ver se no reencontro dos cogumelos da ESAV também continuamos a desperdiçar momentos que nos fazem conhecer melhor o Genius loci da ESAV. Vamos ver se quando fizerem o calendário escolar do próximo ano olham para o borda d´agua para marcarem também dias emblemáticos como o São Martinho, e já agora abram o pipo e dêem um petisco... que nós pagamos todos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Estamos na época das Vindimas...no Dão e no Douro!


Todos os anos por esta altura, vivemos o epílogo do ciclo vegetativo da videira. Assisto na primeira pessoa ao frenesim de gentes, tractores, quer às conversas na vinha quer na fila para entrega das uvas, numa região em que as grandes castas Dão óptimos vinhos. Mas também há os pequenos produtores que por uma questão de orgulho (...e sabedoria popular) fazem o seu vinho e por isso a sua "faina" é prolongada por mais alguns meses, mas logo pelo São Martinho começam a ver a recompensa do seu esforço. Este ano os entendidos afirmam que não será um grande ano porque fruto de um amadurecimento repentino a riqueza de aromas não será significativa para além de se assistir a algum descontrolo ao nível da acidez e do pH. Há também iminentes entendidos que avisam, que deveremos esperar até ao fim porque podem surgir surpresas agradáveis. E eu acrescento que vinhas em locais mais frescos que tiveram uma maturação gradual darão azo a grandes vinhos. E no futuro esta é uma situação que se vai agudizar e quer a rega quer novas localizações serão obrigatórias para termos as uvas comos os enólogos pretendem para fazer brilhar os seus dotes. Faço questão que todos os anos as minhas filhas participem na vindima e o meu sonho é que um ano destes participem também na vinificação. Este ano como ainda não foi o caso, aproveitamos para ir no dia de descanso ao Museu do Douro visitar as exposições temporárias e a residente e aprender um pouco mais sobre a região do Douro sem dúvida um ex libris Mundial. No âmbito do dia do Património Cultural tivemos o privilégio de ter uma visita guiada personalizada, pois erámos os únicos inscritos. Agradecemos à nossa guia que de uma forma documentada e "limpa" nos transmitiu a essência da obra do Mestre Joquim Lopes e o espírito do Douro vinhateiro.

domingo, 19 de setembro de 2010

UM ANO MAIS... e não um ano a mais

Estamos prestes a iniciar um novo ano lectivo. Este é o momento ideal para se lançar os objectivos e nós queremos que este seja o ano de afirmação do curso de Ecologia e Paisagismo e para isso temos que nos envolver todos de uma forma dedicada e inovadora para tentar vencer preconceitos e limitações e não nos encostarmos às desculpas e sucessivos adiamentos. No presente ano lectivo após a primeira fase contamos com um total de 13 alunos, sendo a meta de 20 alunos um objectivo fulcral para formarmos uma "equipa" que quer crescer com passos seguros e longevos. Este é o momento de actuar e eu como Director de Curso terei de motivar docentes e alunos a darem o seu máximo. Usar os vários projectos em curso para os alunos mostrarem as suas vocações, aprofundar as parcerias que se iniciaram no ano transacto com outras instituições de ensino e planear um conjunto de seminários e fóruns de discussão ao longo do ano com temas actuais numa perspectiva inovadora. Procurar inovar com recursos limitados e discutir abertamente o rumo que pretendemos seguir. Vamos começar por aprovar o logótipo do curso, concebido pelo designer Dr. Paulo Medeiros e que pretende ilustrar os conceitos por quais nos debateremos e que se possa constituir como um marco simbólico. A concepção do novo logótipo teve por base a criação de uma imagem de sobriedade e equilíbrio estético, associada ao território e paisagens nas suas mais variadas vertentes e aos recursos naturais e endógenos numa perspectiva de desenvolvimento sustentável. Implícito na imagem consta a utilização das novas tecnologias relativas aos sistemas de informação geográfica e a perspectiva da eco-inovação, na forma de interpretar e recriar a paisagem. A ecologia reflecte-se nas várias tonalidades de verdes que traduzem as ambiências de diversos tipos de habitats, atendendo ao equilíbrio dos ecossistemas, à conservação da biodiversidade e dinâmicas das populações e comunidades bióticas. A todos desejo um óptimo ano lectivo e estarei aqui para "dar o corpo às balas".

terça-feira, 18 de maio de 2010

CTR+Alt+Del...para iniciar ou desbloquear!

Este código criado na década de 1980 por David Bradley, um dos engenheiros da IBM que se tornou um "icone cultural" , está muito em voga no últimos dias na ESAV. E qual a razão? Porque ao que parece um "douto" da Escola, lembrou-se de intitular uma comunicação enquadrada nos caminhos do futuro da Viticultura e Enologia com esta triologia. Relembro quando o Luis Leocádio, organizador deste congresso, me abordou de uma forma preocupada porque, o título da minha comunicação, entretanto enviado por mail, havia sido desformatado e transformado em siglas. Julgo até que, mais preocupado terá ficado quando lhe respondi que o título era mesmo assim. Qual o propósito? Testar os limites da organização ou do orador? As duas coisas. Por um lado ver até que ponto a organização aguentava a parada e confiava no docente. Por outro lado, esperar poder ter algum tempo para preparar de raíz uma comunicação cuja fasquia está alta. Mas não contente o jovem Leocádio julgou oportuno afirmar a um jornalista da Gazeta Rural, no âmbito da divulgação do evento, que será uma comunicação na qual se deposita grande expectativa. Não vou então desvendar o que me passa pela cabeça neste iniciar da comunicação para não preocupar a organização que, terá seguramente já muito com que se preocupar. Vamos apenas desmistificar o título. O Ctr+Alt+Del correspondem aos comandos com que todos os dias início o meu trabalho sobre o qual aplico a minha password. Mas podem igualmente corresponder às palavras ConTRolar, ALTerar e DELete (apagar) que se aplicam ao património genético vitícola e enológico das videiras e leveduras que contribuem para o produção e valorização de um outro ícone cultural, o vinho. Para tudo isto usa-se também uma nova vertente da ciência, a Bioinformática, que poderá e deverá ser cada vez mais "Ecoinformática". No fundo usar esta ferramenta para uma produção mais sustentável e até amiga do ambiente. Curiosamente, Viseu contribui com vários programadores Bioinformáticos que desenvolvem os seus trabalhos no Biocant, um dos expoentes nacionais na área da biotecnologia, com a vantagem de poderem estar a trabalhar diariamente em casa e contribuirem directamente de Viseu para o Mundo Científico. Quanto ao .eu do título, sigla de europeu, em detrimento de pt, irei referenciar uma pesquisa feita sobre as proteases aspárticas da Vitis vinifera e qual o seu potencial de aplicação no que respeita, designadamente, às mudanças climáticas que estamos a assistir. Por hoje já pensei no primeiro Slide e para isso agradeço desde já a colaboração do Designer de serviço, Paulo Medeiros. Amanhã se verá de onde virá a inspiração! Já me esquecia que este foi o título igualmente sugerido por mim para a designação da empresa da minha irmã, na área do ConTRolo DE ALimenTos.

domingo, 16 de maio de 2010

Sol no NABAL

Quando faz sol na Quinta do Nabal ao Sábado, coisa rara nos últimos tempos, é quase Seguro que faço o meu jogging, onde estimulo o físico e a mente. Também existe uma eira na Beira! mas por ora não há produção cerealífera para malhar. No meio da descava tardia e da espoldra, fala-se das relações humanas e institucionais, das formas de motivação dos subordinados e da verdade que falta nas várias formas de avaliação. O acto de julgar é dos mais difíceis e exigentes, mas se formos justos fica facilitada a tarefa, isto é tanto verdade no meio de uma vinha como numa secretária. É nesta altura em que se pedem sacrifícios a todos sem excepção, que a avaliação vai-se tornar uma ferramenta fulcral para ultrapassarmos esta fase difícil. Mas não nos podemos esquecer que esta avaliação é também interclasses. O exemplo dos gestores maravilha estão à mostra de todos. Haverá algum mérito próprio, mas à custa de muitos pequenos méritos de outros que não ficam na fotografia e de dinheiros também de outros, cujo rating, no caso da EDP e da PT, ainda está pior que o da dívida pública da República. Vamos ver onde isto pode parar...se calhar à telefónica e a uma outra Eléctrica grande que terão outros Messias de eleição. Já percebemos que existem mecanismos, como a imposição de quotas que vieram artificializar, por vezes, as avaliações podendo criar o caos pela inversão de princípios de mérito.
Pela tarde, veio-me à memória a questão da importância vital de uma estratégia ou da sua falta, seja de um País ou de uma qualquer Instituição. Considero que, para a gravidade da situação vigente, estamos demasiados acomodados. Seguramente que, esta é uma situação cultivada para alimentar interesses próprios de alguns poucos. Se falarmos no País, ouvi hoje novamente o interesse na organização de uns Jogos Olímpicos e a andar assim vamos no caminho da Grécia. Depois só nos falta sermos campeões europeus de futebol. Mas para isso nem com a ajuda de Jesus, tem mesmo que ser com a mão de Deus! Maradona? Não, do Mourinho. Aliás, a história da Ryder´s cup com a construção de novos campos de golfe de propósito para o efeito vem na mesma linha. São mais alguns campos para além das várias dezenas já existentes e parecem querer-se tornar num bem inesgotável. Era é dar-lhe com esta ideia na "Pinha". Porque o Pinho (BES) como o Coelho (Mota-Engil) estão todos no mesmo contentor, o da informação privilegiada para benefício próprio. (Por falar em golf gostava de ver o Tigger a manejar a sachola para tirar os bravos da videira com a mesma mestria do Zé. Ou ao invés ver o Zé a jogar golfe, não sei é se ele te tempo ou paciência). A história do TGV, não é um poço sem fundo, já é um Poceirão mas o que é preciso é que agora que Caia para o Coelho. E anda toda a gente a dizer que é preciso falar verdade ao... po(l)vo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Formação em série ou Formação à séria


Depois de mais um devaneio futebolístico, entremos na onda regular deste pasquim, o de contribuir para a levantamento de processos, desenho da solução, implementação e formação, pelo menos na teoria são estes os nosso objectivos. Temos de continuar a fazer um esforço por forma a tentarmos apanhar a onda ( lá estou em com as minha reminescências da orla). Esta crónica resulta de uma conversa tida hoje pela manhã com um amigo que se veio inscrever no congresso de viticultura e enologia a realizar-se nos dias 28 e 29 de Maio e uma conversa tida off the record com a Presidente do Conselho Científico, a propósito de divulgação e formação científica. Queixava-se este pequeno produtor que a ESAV tem obrigação de prestar um serviço público com formações de cursos breves no campo da viticultura e enologia para o grande número de candidatos que seguramente acolheriam com bom grado esta iniciativa. Julgo eu que o curso de licenciatura a vigorar, os CET da área e mais uma ou outras acções que se desenvolvem ao longo do ano são suficientes para dar resposta a estes anseios. Contudo, há que adequar os horários, usar a figura da disciplinas isoladas e acima de tudo fazer uma boa divulgação sem acarretar grandes custos. No fundo com o esforço que actualmente despendemos fazermos mais e melhor. Não me parece difícil. Quem fala esta área fala de outras como a Florestal. Não me parece que uma Escola Agrária inserida no Dão-Lafões que não consiga fazer ver que estes são dois troncos fundamentais do mosaico agro-florestal, algo se passa e é preciso ir ao fundo da questão perceber as causas por forma a inverter a situação. Ainda mais nesta sofreguidão dos CET em série, aproveitar para dar formação àqueles que efectivamente querem aprender e pode ser que os outros vão por arrasto ou simpatia. Em relação à conversa tida com a Presidente em que os docentes da ESAV poderiam dar palestras vocacionadas para os colegas mas também para o público em geral, fazendo mostrar o papel que podem ter nesta sociedade, era uma ideia que não devíamos abandonar e que o mestrado de QTA tem prestado um óptimo serviço. Sei que o trabalho burocrático do Conselho Científico tem sido mais que muito, mas assim que houver alguma trégua, deveria inciar-se este ciclo de conferências e palestras interdisciplinares e começar pelos mais aptos e qualificados para darmos o mote para o interior e também para o exterior. Vamos ver se entramos na onda e temos que ter cuidado para fugirmos da zona da rebentação.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Futebol como Religião, o Cristianismo como prática


A caminho da Agrária para ultimar o dia de trabalho, assistia ao descrever do dia do Papa feito pela TSF. E as semelhanças com os dias dos grandes jogos era por demais inevitável, culminando a crónica com... vamos esperar casa cheia logo mais ao cair da tarde, onde já se encontram adeptos com cachecóis do Benfica e o CR (Cardeal Ratzinger) encontra-se a descansar na nunciatura apostólica, (como que a preparar a táctica para o grande Jogo). Esta marca CR protegida por direitos de autor, mostra a estreita ligação entre o Cristianismo e o futebol, a questão dos número 7, 9 ou 13 é um mero adereço. O Jesus como o nosso campeão só veio ajudar à missa e se este fosse 33º título do Benfica (falta apenas um) aí poderemos dizer quase em uníssono, foi a conta que Deus fez. Como se não bastasse emseguida ficou o Domingos(dia santo) com a equipa da cidade dos Arcebispos. Mas vamos ter em atenção que o Pinto da Costa e a Fernanda (FCP mas ao invés) não irão ficar quietos e poderá que o feitiço se vire contra o feiticeiro e para o ano tenhamos o Papa Bento a ganhar o campeonato. Estamos a assistir a um voltar da história, com o futebol e a religião a encarnarem a enorme revolta que vai seguramente dentro de muitos de nós, nestes tempos difíceis que se avizinham. Contudo, esta história precisa de ser reinventada para que não caíamos em tentação, livrai-nos Senhor Amén.

domingo, 9 de maio de 2010

Com ou sem MAQUILHAGEM


Nos útimos dias temos assistido ao evoluir da situação económica e social da Grécia e em suma de toda a Europa, e dos fenómenos de natureza vulcânica na Islândia. Parece que, quer a sociedade quer a natureza se estão a revoltar sobre a situação de fragilidade e falta de solidariedade observada entre os países do Velho Continente. Os alemães e mesmo os eslovacos não confiam nos gregos. E provavelmente nem uns gregos nos outros, sendo que hoje muitos dos gregos não são gregos, pois só em Atenas há mais de 2 milhões de imigrantes, muitos ilegais. E os Ingleses apelidam-nos a nós e a outros de PIGS e GIPSY, brincando com as palavras e até com os sentimentos, porque eles são impolutos. Os Islandeses esses, assistem impávidos ao explodir do seu vulcão que nem me atrevo a pronunciar o seu nome, ou por outra, chamemos-lhe FINAL (França, Inglaterra, Alemanha e Luxemburgo) já agora também a brincar com as palavras. Mas no fundo o que estamos a assistir é à falta de líderes carismáticos, de referências históricas e não nos esqueçamos que a história repete-se um pouco ao jeito das modas. Esta aparente análise da política e da economia que é global, como diria o Bart Sympson, tem alguma intenção de enquadramento regional, ao nível das pessoas e das suas instituições? Apenas no campo das parábolas. Para a sobrevivência das instituições temos que praticar a solidariedade e cobrir rectaguardas uns dos outros por forma a obviar algumas das fraquezas de cada um. O Homem de forma intuitiva esconde as suas fraquezas e por vezes actua de forma maquilhada, e temos frequentemente a sensação de já termos assistido àquela cena ou forma de representar. Hoje, numa sociedade ou numa instituição não existem nem pessoas nem departamentos "pigs", não há "alemães nem gregos" há a "europa" no seu todo, até para bem dos que se consideram "alemães". Mas temos que estar atentos. Porque neste momentos, em que quase todos temos a consciência da delicadeza da situação, podem surgir novas fracturas. Para evitarmos temos que estar atentos ao sinais vitais e alguém que lhe tome o pulso. O que faz comandar a sociedade são os verdadeiros líderes e esses têm que saber transmitir "coração". Porque se começam a existir rupturas a esse nível não se designam fracturas mas é o colapso.

GII... What a shot!


O ténis tem destas coisas. Quando pensei nesta crónica iamos no terceiro set embalados para a vitória do Frederico Gil. E as coisas inverteram-se quando muitos, como eu, acreditavamos que esta era a primeira vez que um português is à final do Estoril Open e fazer como o Mourinho. As finais não são apenas para jogar...são para ganhar! Houve um sinal que, foi a segunda vez que assisti neste open e marcou uma viragem clara no decorrer do jogo. O Frederico quando estava por cima aplaudiu um "passing shot" à linha do Alberto Montañes. A outra vez foi o Alemão que jogou com o Frederico na primeira ronda, em que uma bola considerada fora pelo árbitro o Alemão a deu como boa. Uma atitude louvável e desportivamente correcta. O que têm em comum estas situações. Quando estamos na "mó de cima" e baixamos a guarda, perdemos capacidade de concentração e se estamos a jogar perto do limite, faz toda a diferença. É precisamente aqui que poucos não falham e o Mourinho é um deles! No meio de todo este cenário, existiram algumas imagens que gostaria de comentar. Uma primeira tem a ver com o título da crónica: What a Shot! Trata-se de uma pequena bandeira empunhada por muitos espectadores à medida que as jogadas do Gil empolgavam a assistência. O que era estranho é que parecia uma manifestação de apoio ao jogador Espanhol, pois ao longe pareciam bandeiras Espanholas (mas não Catalãs, é verdade!). Possivelmente quem desenhou aqueles elementos nunca teria pensado que a final seria entre um Espanhol e um Português. Mas pelo seguro faria essas bandeiras em verde e vermelho que dava para todos os casos e sempre a nosso favor. É um pormenor mas que denota que por vezes não se pensa em tudo. Fez-me lembrar a visita com os alunos da ESEV e da ESAV, mais uma iniciativa conjunta, em que eu e o Prof. Pedro Ribeiro apelávamos as formas e cores das plantas que ditaram o seu sucesso ao longo da evolução. Temos que estar atentos aos sinais e na natureza como na sociedade normalmente não entram em contradição. A propósito de sinais, o segundo exemplo foi o dos chapéus, o boné desportivo já deslavado do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa e o de cow-boy do Drº Isaltino Morais, a destoarem do típico chapéu de jogo de ténis, que ilustram bem a personalidade de quem o carrega, porque chapéus há muitos… Let´s go Gil.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

As forças de TENSÃO-COESÃO


Da natureza vêm muitos dos exemplos que podemos aplicar e explicar o dia a dia em sociedade, a vivência e por vezes a sobrevivência das Instituições. Tinha prometido a mim mesmo não falar muito mais de Instituições mas desenvolver as tais ideias e projectos de futuro. Mas permitam-me que de uma forma construtiva, como aliás tenho sempre tentado, fazer uma análise de relação de asepctos físicos e biológicos para explicar tensões, coesões e limites. As plantas geram uma força motriz para elevar a seiva bruta, através do fenómeno de evapotranspiração, que tal como nós conhecemos é um processo que se gera por trabalho. A subida da coluna de seiva, que alimenta toda a estrutura orgânica, faz-se por um conjunto de forças e movimentos em que os fenómenos de tensão e coesão mantêm o fluxo contínuo do líquido que alimenta todos os processos, mais ou menos vitais para a sobrevivência e desenvolvimento da planta. A manutenção destas forças, dependem dos limites fisiológicos dos tecidos condutores, que estão intimamente associados com as características morfológicas dos mesmos. Eu tenho para mim que em sociedade o atingir dos limites de tensão sejam eles de relações pessoais ou institucionais é por vezes um mal que gera novas forças de coesão que ajudam à manutenção da estrutura. E se não atingimos os limites nestes últimos tempos, penso que andamos muito perto e que seguramente não seria possível aguentar por muito mais tempo estes fenómenos. Com os câmbios climáticos que temos assistido nos últimos tempos, os stresses que podem vir de fora, sejam hídricos ou salinos, podem corromper as forças que, por ora, ainda são ténues mas que esperamos que em breve possam ser fortalecidas para o bem dos orgãos e da planta no seu todo. Já agora os que tiverem responsabilidade dessa acção não se esqueçam de regar a planta, porque a água das chuvas pode não ser suficiente. Ainda não falamos da espécie da nossa planta e isso poderia ser importante para caracterizar qual o mecanismo fotossintético usado, se seria C3, C4 ou CAM, mas isso ficará para uma próxima crónica.

domingo, 2 de maio de 2010

THINK THANK


Vila Nova de Paiva foi palco de uma iniciativa louvável . O Think 2010! Uma iniciativa que nasceu do cerne de Vila Nova e usando alguns dos espaços edílicos das terras do Demo. De dentro para fora, como há muito defendo. Existem pessoas em Vila Nova com capacidade para desenvolverem projectos com impacto nacional em cujos pares se revejam. Estive na sexta-feira passada no parque botânico Arbutus do Demo a assistir a um workshop de Estética fotográfica com sala cheia. Fez-me lembrar os tempos em que desenhei o projecto efectivamente para este tipo de iniciativas em que as formações científicas, culturais ou apenas lúdicas têm neste palco um local de eleição, pena é que os políticos não acreditem. Ouviram-se comentários de que este espaco devia estar era em Lisboa. Parece que não chegam as pontes e os TGVs. Este é um espaco que faz sentido e em Vila Nova e noutras Vila Novas de Baixa densidade mas, este em particular defendo há muito que possa ser um centro ciência viva vocacionado para a biodiversidade botânica. Contamos neste caminho e com todos incluindo os de Lisboa. Que souberam animar os contos consentidos que ouvi pela noite. E que contos! com graça, sentido e humor. Agora é tempo de de dar um passo à frente. BIOMATER. Um novo projecto que desenhamos para VNPaiva. A ver vamos se levará a bom porto esta nova dinâmica em que acreditamos porque acima de tudo nasce de lá. Não podia esquecer o Prof. João Neves. Um autêntico homem dos bastidores. Não perdeu qualidades e não gosta de estar sob os holofotes. Sinceramente fez-me lembrar outros tempos... bons tempos! Pela nossa parte iremos contribuir a curto prazo com a organização de um workshop de ilustração científica sob a égide de Fernando Correia. A ver vamos se conseguimos replicar o êxito.

Em terra de cegos quem tem olho é O REI


O propósito deste blogue não foi de molde algum, ser um espaço de Gurus ou um espaço de contestação para com uma Instituição ou os seus representantes, tanto mais que todos fazemos parte desse mesmo espaço e todos deveríamos fazer parte deste espaço de debate que se queria plural. O crescente número de críticas em redor desta temática teve a ver com uma dinâmica do evoluir de uma situação que teve o seu apogeu na última semana com as mais altas esferas e mexerem-se para encontrar alguns pontos de contacto e debate interno em prol do bem comum. Eu não faço nem pretendo fazer parte de uma esfera reservada, em cuja dinâmica não me reconheço mas que aceito como in subordinado. Nos últimos dias tenho assistido a reuniões de estratégia de investigação, reuniões de estratégia de divulgação e até algumas sectoriais. Mas parece que em todas falta algo? Confiança nos pares. E esse é um trabalho que irá demorar muito tempo, talvez até demais. Eu por mim vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para alinhar na sintonia que perfilam como ideal. Mas por hora tenho que dar resposta rápida à estratégia de divulgação há muito já planeada por outro, com visão antecipada e ferramentas à altura, e cuja dinâmica deve ser replicada por todos os cursos, CETs ou Mestrados. Vamos ao trabalho e ver se ainda colhemos os frutos este ano. A partir de agora este blogue irá virar-se definitivamente para outro lado, o das ideias, das criações e dos desenhos de projectos em especial para territórios de baixa densidade que devemos preservar e saber valorizar.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Jogar ao pau com as URZES

Geocrusoe
O assunto dos paus de carvão feitos de urzes com elevada aptidão para o desenho já venho a ouvir nas tertúlias ou "missas" das 8 h da manhã desde há muito tempo. Encontramos "enquadramento legal" e até um auditor que nos vai avaliar a veracidade desta ideia, provinda de uma cabeça fértil, como é a do nosso "tertúlio" Grácio Freitas. Vamos preparar este materiais na ESAV, designadamente paus de carvão de diferentes proveniências vegetais, como uma forma de testar aqueles que se revelem mais aptos para aplicação em desenho, e já agora, em ilustração científica. É que vamos colaborar com o Artista/ designer Paulo Medeiros na realização de um workshop em ilustração científica, que será divulgado em breve, promovido pelo ilustrador e colega Fernando Correia, um expoente desta actividade em Portugal. Será este o espaço e o momento adequado para avaliar e validar as ideias do Freitas e nunca será caso para dizer a expressão, "vai jogar ao pau com os ursos!", porque o difícil é ter as boas ideias, testar é fácil. Aguardam-se outras ideias desta cabeça irreverente.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um passo em frente ou um passo à frente

Blogart
Devo dizer como ponto prévio que as designações militares não fazem parte do meu imaginário, por não ter passado por lá, mas pelas quais tenho imenso respeito. Temos assistido nos últimos tempos a um "sair das tricheiras" e ao enterrar de alguns "machados de guerra" ou até à implementação de um armistício. Se perguntarmos, julgo que ninguém saberá dizer quem é que lá pôs os machados. Se calhar até nunca lá estiveram e fazem parte de um imaginário fértil. Eu já o afirmei de forma pública como é que se devem definir as estratégias e que essas estratégias devem contar com todos, desde as mais baixas às mais altas patentes. Fico sem dúvida esperançoso que esta seja um vontade real de auscultar a biodiversidade de uma Escola plural em valores e opiniões, da minha parte colaborarei em absoluto, a não ser que o interesse seja apenas pontual. Mas aí só resta cada um voltar a remeter-se no seu casulo, porque não nos podemos expor e além do mais está muito calor por estes dias. A nota deve ser um passo à frente no sentido de modernizar, promover cá dentro e para fora, numa estratégia definida pelo orgão de gestão em que todos se revejam e aí está a habilidade dos gestores com sentido maestrino em coordenar impulsos e vozes e compor orgãos e baterias.

domingo, 25 de abril de 2010

Gerir uma Instituição de Ensino Superior à sua imagem e semelhança...

Quais as vantagens de uma Instituição de Ensino Superior ser gerida como uma dependência de um organismo publico. Será uma questão de treino ou tentativa de aplicação de uma cartilha vigente. Uma dependência de um organismo público é gerido à distância por um alguém em Lisboa com uma boa marioneta in loco. A diferença é que numa Instituição de Ensino Superior existe um know-how diverso que deve ser valorizado e traduzido em estratégias validadas pelo orgão de gestão. Mas ao que parece o orgão é dono e senhor das estratégias, que vêm a público quando lhes apetece ou convém. Esta semana veio a Portugal Ian Goldin, Director de uma faculdade dos tempos modernos em que as área científicas não são estanques e interagem de forma dinâmica. Mas quem pode gerir uma estrutura desta, uma verdadeira Escola de sabedoria? Em Portugal contam-se pelos dedos de uma mão. Nós por cá com as nossas limitações mas também com as novas valências podiamos reinventar uma nova estratégia. É arriscado? Então é melhor irmos reagindo em vez de agirmos, todos assim o fazem, ou quase todos. Se pensarmos nas nossas valências podiamos apostar em domínios de investigação de excelência que apostariam nos ecossistemas/ paisagem / turismo, ou então na produção / bem-estar / sanidade animal ou ainda na produção agricola biológica / sustentabilidade / nutrição alimentar. Mas podemos ficar quedos e quietos talvez seja a melhor opção. É que este poderá ser o melhor momento de actuar mas é preciso ser de forma concertada e estratégica e talvez não seja possível porque temos que ter mentalidade de repartição pública em que apenas o coro e a pontualidade são valorizados, que sem dúvida é um bom princípio mas não o fim.

sábado, 24 de abril de 2010

Já tenho saudades dos alunos

Alguns alunos já não os vejo há uma série de tempo. Será razão para quando regressarem soltar a expressão. Ai como vocês cresceram! Seria normal dizer que é uma sorte não estar com eles há tanto tempo, mas sinceramente sinto falta de alguma adrenalina das aulas especialmente com os alunos mais maduros, provindo do mundo real das empresas ligadas ao sector Agro-florestal, Jardinagem e Paisagismo. E durante este tempo todo tem sido só descansar? Normalmente nestes vazios aproveita-se para reatar contactos com a indústria, outras instituições de ensino superior, politécnico e universitário, edilidades e outros, para procurarmos novos projectos e parcerias. Os resultados estão prestes a começar a sair. O primeiro é o Biomater um projecto interreg onde o IPV, é parceiro das Universidades de Coimbra e Salamanca. Um eixo que sempre defendi e que deve ser exponenciado. O segundo tem a ver com a Indústria do Algarve para vermos que a ESAV tem que ter dimensão nacional. Um terceiro um projecto PRODER, que junta as Instituições de ensino superior da cidade e grandes centros de referência nacionais, designadamente o Biocant e o Centro de Neurociências. Vamos dando conta do evoluir dos projectos e necessitaremos de colaboradores que iremos recrutar entre os melhores.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pagador de PROMESSAS...uma voga


Este é um tema em voga, por força de Carlos Gil (http://www.peregrino.org/) e pela subtileza nonsense de Bruno Nogueira que o levou ao Lado B (RTP) e ainda por Fernando Alves (TSF), que considero a voz ...da rádio. Ressaltou-me entretanto uma dúvida, se um algum ou alguém se candidata a um cargo sem fazer quaisquer promessas qual o sinal que pretende dar? E então não podemos pedir quaisquer responsabilidade por inoperância ou ausência estratégica? Aliás a navegação à vista foi antes da criação do sextante, o nosso meio privilegiado de agir e... ao que parece, ainda continua a ser... em muitos dos casos. Em relação aos proventos os que forem são. Não foram prometidos mundos e fundos, aliás nada foi prometido. Do que escutei em relação aos dois programas é curioso que se possa julgar alterar a constituição para criar um mecanismo na lei que considere o pagador de promessas como um serviço público e já agora criar esta profissão para que no âmbito do IRS, a tributação seja mais clara. Como terá dito o António Vitorino sempre que for cumprida uma promessa ouvida vou exultar esse facto, ou mesmo que apenas seja cumprido algo. Por hoje, fico por aqui porque o tema se está a esgotar e o povo está farto de promessas. Ah! vem aí o Papa se calhar o Carlos Gil que pense em contratar mais pessoas ou em abrir um Franchising porque não há muitas oportunidades destas ou esta é uma ideia peregrina!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Desassossego


Que palavra estranha esta, com múltiplas interpretações e que é título de uma curta-metragem animada de Lorenzo Degl´Innocenti sobre Ivan, «um empregado de uma charcutaria frustrado por uma tradição familiar da qual almeja fugir em busca de um sonho de abrir uma loja onde possa desenhar e expor os seus próprios móveis.». Vem este texto a propósito de quê? Frustrações? Almejar? Fugir? Nada disto! Tem a ver com o romper com os comodismos, desenhar novos projectos e concretizá-los, quiçá longe daqui, mas com gente daqui, de grande valor e com base nos recursos endógenos das Beiras. Por vezes os desassossegos são benéficos e precisos, se o lado A não é bom, fazemos como no vinil colocámos o lado B. Ainda estamos no ar?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E se hoje fôssemos às Pútegas!


Vem este texto a propósito dos já famosos mostajos tendo-me baseado na «condição Humana» e nos «trilhos serranos» para a compilação desta crónica.
«Aquilino Ribeiro a quem um dia, em Lisboa, ele perguntou: «ó amigos, sabem o que são mostajos, o que são pútegas?». Aquilino estava seguro de que eles não sabiam. Que eles nunca tinham chupado as suas tetinas, que nunca as tinham espremido e, com o seu conteúdo, feito queijinhos numa caixa de fósforos vazia. Isso era para serranos, para todas as crianças de escola, pastorinhos-escolares que com isso se entretinham quando elas, pela Primavera, vinham ao mundo. Ele estava seguro disso. E eu estou seguro de que bem andariam os intelectuais da nossa praça em perguntar-se se, no respeito pelo espírito que perpassa as obras do escritor que se considerava «inteiriço como um bárbaro», o melhor lugar para o seu repouso eterno é um templo-túmulo cristão a cheirar a incenso no silêncio da santidade, ou um túmulo-templo pagão a cheirar a rosmaninho e a ouvir o coaxar das rãs, o assobio do melro, o grasnar do gaio, o cantar da cotovia, o uivo dos lobos».
As pútegas (Cytinus hypocistis), da família das raflesiáceas, parasitas das estevas (Cistus sp.), plantas que invariavelmente enchem a paisagem mental da infância de muitos de nós, que não da minha, mas que considero um primor das Terras do Demo, sendo uma iguaria gourmet que tanto cultivo para serem provadas in loco, em actividades científico culturais. Vivem a maior parte do tempo enterradas, aflorando, junto às raízes das estevas de que se alimentam, apenas para florescer. As folhas, carnudas , são comestíveis, mas era o néctar doce das flores que punha as crianças à sua procura. Para muitos era frequente ir às pútegas. E imagino os risos da piada fácil. As plantas parasíticas do meu universo são outras (Cistanche phelypaea), não da esteva mas, do sapal da Ria formosa, nunca me tendo passado pela cabeça chupar as tetinas, farei no Verão se ainda lá estiverem e depois relatarei a sensação.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A ESAV está quase a sair da ADOLESCÊNCIA e depois...

A ESAV comemorou mais um aniversário, ou como diria alguém ( a quem não lhe conheciamos esses dotes) , comemora um ano mais. Estas são datas de apelo à unidade, (unanimismo?), de inaugurações devidas é certo, mas talvez e mais importante de lançamento de novos projectos e ideias, num ambiente que é normalmente de concórdia e de uma maior informalidade dentro da formalidade que o próprio dia encerra. A escolha de lição de sapiência (sapiens) recaiu sobre uma eminente personalidade de Viseu, diríamos do Centro que bem o conhece, o Drº Almeida Henriques. Em relação às linhas orientadoras proferidas que, ouvi com atenção, ressalto o desenvolvimento de Networks, competências e complementaridades. Na nossa "microregião" consegue-se, criando uma estreita ligação, em complementaridade entre as instituições de Ensino Superior da cidade que tanto preconizo e que tento realizar na prática. Estamos hoje a desenvolver alguns projectos em parceria plena, não só ao nível científico como também de divulgação científico, conto com o Prof. Alexandre Panteleitchouk do Piaget e a Profª Marlene Barros da Universidade Católica nesta vereda. São os primeiros passos a três e sabemos que temos um longo caminho a percorrer e para isso precisamos de outros, muitos! Mas contamos também com empresas (ex: Controlvet), associações (ex: Ancose) e entidades públicas (Câmaras Municipais, Direcção de Agricultura e Floresta) para em parceria plena estabelecermos protocolos, depois de devidamente avaliadas as necessidades e a nossa capacidade para dar resposta às solicitações requeridas e seguramente que, em sinergia aumentamos em muito a nossa capacidade, agora conjunta. O Dr. Almeida Henriques centrou muito do seu discurso na eficiência energética que, passa em muita medida por ampliar as fontes, explorar novas formas de armazenamento e pouparmos cada um per si. Neste item não temos a curto prazo know-how disponível para contribuir de forma decisiva embora, em parceria com a ESTV podermos na área da biomassa desenvolver alguns projectos que, já há muitos anos equacionamos ainda sem concretizar. Então apostemos na poupança e tornemos a ESAV autosuficiente através da implementação de uma pequena central de biomassa acoplada a outras fontes de energia. Outros do temas aflorados foi o da valorização dos nossos territórios e das nossas paisagens acoplado com o sector do turismo. Nesta temática reunimos após o almoço de confratenização do dia da ESAV exactamente para ultimar um projecto nesta área em parceria da região Centro com Castilla y Léon, numa lógica de valorização dos territórios de baixa densidade com elevado capital cultural e natural. Aqui a ESAV está em vários domínios a trabalhar em diversos projectos e pode exponenciar o seu know-how nesta área. Outra das questões abordadas foi a assimetria entre a região Dão-Lafões e o Douro Sul, ambos no distrito de Viseu. Ora aqui está uma área estratégica onde seguramente valerá a pena investir quer na cativação de novos alunos quer no desenvolvimento de projectos nas diversas áreas que a ESAV aborda e neste caso usar o pólo de Lamego como ponto de contacto estratégico. O ninho/incubação de empresas é seguramente outro dos pilares que o IPV há muito tempo devia ter acautelado e promovido, mas nunca é tarde e poderemos evitar erros cometidos por outros que já vão bem mais à frente. Nós temos pontos de contacto com o Biocant e com o Instituto Pedro Nunes que podem ajudar nesse lançamento. Por enunciar todas estas linhas orientadoras quero agradecer ao Drº Almeida Henriques que, numa lógica mais prática que teórica apontou alguns dos caminhos para o futuro. Quanto ao pormenores são de realçar o arranjo floral da mesa, o Dinis que de uma forma tão natural faz soar e vibrar a plateia, o nosso "mestre de cerimónia" e já agora o "porco de honra". Foi pena que não tivesse havido mais adesão por parte da comunidade escolar e dos parceiros sociais com os quais nos envolvemos em diversos projectos. O porquê da situação não gostaria de especular, mas tenho as minha suspeitas. Quando sairmos da adolescência, já não podemos brincar... temos que trabalhar.

domingo, 11 de abril de 2010

ALBARDAR e não ALDRABAR


As viagens de automóvel para o Algarve que faço a miúde aproveito para passar o filme de muitas das situações em que estou a trabalhar, pensar em novas ideias e soluções para fazer face aos problemas com que nos debatemos nas questões do dia a dia. E vamos intercalando esses momentos com imagens que vamos colhendo ao longo dos kms passados. Da que fiz hoje, lembro-me de um grupo desportivo pelo qual passei que se apelidava Ligadura (um bom nome para substituir o nome de liga dos últimos). Do Alentejo com um cenário fabuloso dos matizes de cores onde predomina o amarelo pontilhado pelo violeta. O que é pena são os esqueletos dos sobreiros (a propósito estão em curso o projecto de sequenciação do genoma do sobreiro no BIOCANT sob a coordenação da amiga Conceição Egas e pode abrir portas para a resolução deste caos, por onde já andou o Prof. Alfredo Cravador que foi meu orientador). As cores das plantas do cenário Alentejano entrecruzam-se com a sua evolução (os alunos de genética podiam ter usado este tema para o primeiro trabalho, tal como poderiam ter feito a relação das formas com a evolução). Por exemplo no quarto em que dormi a estrutura de madeira do telhado apresentava uma semelhança extrema com a nervação peninérvea das folhas (ex: castanheiro). É a estrutura que melhor faz percorrer a seiva pelas folhas mas também a que confere mais resistência física à própria estrutura da folha. Esta física também era preciso transmitir aos nossos alunos para que de uma forma intuitiva possam perceber a importância de saber a matemática e a física quando aplicada, seja nos materiais e estruturas, seja nos organismos vivos. Bom, mas também vi um acidente grave na A1 acabado de ocorrer e o desespero das pessoas e nestes momento saimos temporarimente do Transe em que viajamos. Bom, passados uns minutos lá voltamos à busca de soluções para o projecto que trazemos em mente do Algarve e que temos de dar resposta ao facto do Algarve daqui a poucos anos ser um dos maiores produtores mundiais de alfarroba triplicando a sua produção e ultrapassar a Espanha que está em claro declínio e que permitirá o Algarve ser um distrito carbono zero e mais forte do ponto de vista ecológico, paisagístico e económico e quiçá um grande produtor de biodiesel (finalmente o petróleo verde). Vamos dar uma mãozinha, tanto mais que o Algarve beneficiará em contratar um Centro de Investigação fora do seu território, pois deixou de ser uma zona desfavorecida. Temos que conhecer bem as regras com que se gerem estes fundos e adequar as estratégias. Em bom Português diz-se «albardar o burro à vontade do dono!» Eu disse albardar e não aldabrar.

sábado, 10 de abril de 2010

Quando é que se cria o GIGI do Paiva


Por obrigações profissionais tive que me deslocar ao Allgarve e aproveitei, nem tanto para ver os amigos, mas para experimentar ambiências e ver ideias que se podem facilmente adaptar nas Terras do Demo e nas margens do Paiva. Uma delas é sem dúvida o GIGI, o famoso restaurante de peixe da afamada Quinta do Lago. E porquê este exemplo? Em Vila Nova de Paiva anda muita gente entusiasmada porque alguém oriundo da Quinta do Lago tem vontade em investir no Concelho. Eu continuo a dizer. Falta um restaurante de rio com requinte e luxo qb, onde se possa comer as afamadas trutas do paiva a ouvir o correr do rio, assim como se come o robalo a ouvir as ondas. O local está desenhado e ao que parece a sua aquisição está facilitada. Senhor Presidente é preciso atrair o investimento e indicar os locais alvo para aplicar e saber facilitar os processos burocráticos e sermos transparentes para ganharmos a confiança dos investidores e ao mesmo tempo exigirmos empenho e determinação. A arquitectura e a ambiência fazem o resto. Aí é que Vila Nova de Paiva tirará todo o proveito da truta do Paiva, do Cabrito da Gralheira e da Paivota. Um dia destes ainda vou falar com essa ilustre personagem, pode ser que...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Dar uma volta e VOLTAR a ACREDITAR!

De volta à faína bloguística, após um curto interregno faço-o após um dia passado no território de Vila Nova de Paiva, guiado por um daqueles que mais tem obrigação de saber e conhecer o seu território... O seu PRESIDENTE. Falamos de muitos projectos, ideias e pensamentos, desenhamos restaurantes, centros de interpretação, projectos comunitários, científicos, eu sei lá. Falamos de tudo um pouco mas com um objectivo bem concreto. Ultimar uma candidatura para sexta-feira. Antes de me debruçar sobre os formulários não resisti à tentação de ganhar inspiração e voltar a escutar a voz do Mestre João Coelho Trindade, que o fiz logo pela manhã. Falou-me de respeito às hierarquias, do dever de respeito dos subordinados (que prezo) e de elas se fazerem respeitar. Quem manda deve ser suficientemente humilde para poder retirar daí dividendos. Atribuir responsabilidade a cada um dos colaboradores (como se designam agora), mas nunca empurrar os erros para os outros... saber assumí-los. Ter a espada aguçada, mas ter o gume certo e cortar sempre a direito, para ser reconhecido não como justiceiro mas detentor de rectidão. Enfim falou a voz da experiência vivida de chefiar Homens e sem se por em bicos de pés saber fazer ouvir-se e fazer-se respeitar. Começam a ser raros Homens assim. Mas temos que os encontrar, nem que seja debaixo das Pedras. Aliás, foi feita uma analogia entre o Professor e os alunos. Cada um tem o seu papel e em momento algum deve ser invertido. Se esta hierarquia falha é porque não temos um Professor, nem algo sequer parecido. Hoje calcorreamos as Terras do Demo, à procura de miradouros não virtuais mas reais. Observatórios da paisagem, ambiências e experiências. Voltei a acreditar que é possível! Não por esta volta de hoje mas pelas conversas que tive. Com o Presidente, o Mestre, as Jardineiras. Está tudo à espera! Eu da minha parte vou colaborar. Não direi que é a última vez porque até já tenho vergonha do número de vezes que já o disse, mas apenas direi que ou é desta ou...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O ser eterno!?


Debati-me com uma dúvida sobre o blogue mais adequado para colocar esta mensagem. Inicialmente pensei ser mais um caso de BiodiverCidade, mas depois duma procura exaustiva na Lagoa das Garças, não encontrei qualquer exemplar desta espécie, pelo que decidi colocá-la aqui.

Há cerca de uma semana fui surpreendido por uma notícia que me deixou (até hoje) bastante incrédulo pelo bombástico do seu título e bizarro da sua essência: Cientistas norte-americanos (pois então!) tinham acabado de descobrir o primeiro animal IMORTAL!!!

Tratava-se de uma medusa (vulgo alforreca) com pouco mais de cinco milímetros de comprimento, de seu nome Turritopsis nutricula que seria, por enquanto, o único ser que descobriu a fonte da juventude. Segundo a fonte, o segredo deste animal marinho é a capacidade para controlar o seu ciclo de maturidade infinitamente através de um processo de transdiferenciação, permitindo que um tipo de células se transforme noutro. O processo de transdiferenciação e regeneração de órgãos não é, de todo, desconhecido pelos investigadores, uma vez que alguns animais, como as salamandras ou as estrelas-do-mar, conseguem reconstruir algumas partes do seu corpo, mas de forma limitada. No caso do Turritopsi nutricula, o caso é diferente, uma vez que, a ser verdade, consegue utilizar esta capacidade em todo o corpo, ou seja, cada vez que atingir a maturidade sexual, o ciclo de vida desta espécie volta ao início, à sua ‘infância’. Esta capacidade de enganar a morte parece estar a provocar um aumento vertiginoso do número de exemplares que, aos poucos, começam a dominar os mares.

Teoricamente, este mecanismo pode configurar a imortalidade mas, ou muito me engano, ou estamos perante mais um dos monstruosos equívocos que, por vezes, a ciência (com “c” minúsculo) nos brinda. Não será demasiado presunçoso da nossa parte pensar que neste suspiro de tempo geológico em que vivemos, iríamos presenciar o início da imortalidade animal? Quiçá obter desses genes da gelatinosa imortalidade, o Santo Graal da imortalidade humana? Cheira-me a negócio!

Já um dia longínquo alguém disse e escreveu (nem era americano e até era cego de um olho) que há aqueles que se vão da lei da morte libertando. Nessa imortalidade eu acredito. Na imortalidade de alguns grandes Homens e Mulheres, dos seus valores que, embora sofram mutações como os genes, tal como estes, também aqueles se tornam imortais.

Um abraço e uma Feliz Páscoa

quarta-feira, 31 de março de 2010

Rede HotelLAND em Vila Nova Paiva


Os nomes e as ideias quando surgem têm que ser registadas e divulgadas. Esta é a filosofia que perfilhamos e é um sinal que vamos à frente. Neste sentido, afirmo que está a ser pensada uma iniciativa cujo nome é Hotelland e que reúne um conjunto de casas dos guardas florestais, dos cantoneiros e casas de aldeia e que irão constituir a breve prazo uma rede de locais onde ficar em Vila Nova de Paiva com uma qualidade ímpar de ambiências e experiências. Estamos a formar as pessoas que irão integrar os projectos e serão responsáveis por receberem e acompanharem os visitantes, nos momentos que passem por e com as gentes, as paisagens, os territórios, as aldeias e os produtos endógenos do Paiva e do Demo. Tenho a certeza que será um sucesso porque estas gentes sabem receber e o território tem muito que conhecer.

Uma nova MILLENIUM... uma velha MENTALIDADE?

Saiu em formato de papel a nova Millenium numa versão exclusivamente dedicada à ESAV. É um orgulho para todos os que participam nesta Escola, haver assuntos científicos que permitam esta realização. Quiçá também haverá para que ocorram debates com frequências de temas da actualidade científica. Hoje antes de começar na faina científico-pedagógico-burocrática, dei-me ao trabalho de fazer uma estatística da revista. A palavra estatística usa-se quando queremos defender algo e por vezes temos dificuldade em arranjar argumentos. Aliás a melhor definição que conheço de estatística é » a estatística é como uma mulher de biquini. O que mostra é importante mas esconde o fundamental«, (admito que possa ser alterado o género nalgumas situações). Antes de ir à estatística vamos à capa. Penso que o designer não terá sido o responsável pelas fotografias que ilustram a capa. As imagens pela dimensão não deviam focar cães, ou laboratórios, mas texturas, formas etc, relacionadas com os temas. Mas esta a é uma questão de pormenor. Então vamos lá à estatística. Por departamento: o Departamento de Indústrias Agro-alimentares tem 4 publicações; o de Zootecnia, Ciências Veterinárias e Desenvolvimento Rural tem 5 publicações e o (agora falhou-me o nome actual) o antigo Departamento de Produção Vegetal tem seis, com a a inclusão de uma publicação do antigo Departamento de Matemática, informática e Economia. Esta é análise sumária. Podiamos ir pelo rácio doutorados/publicações; número de docentes por departamento/ nº de publicações, nº de artigos de revisão, em Inglês, de um só autor, só com autores de fora... e cada um poderá fazer o exercício que lhes interessa para levar a água ao moinho. A minha conclusão é outra. Quem não está? deve ser porque não tem valor? Estou-me a lembrar de António Jordão, Pedro Rodrigues, João Paulo Gouveia e José Luis Pereira. Ou ainda há preconceitos de que não interessa publicar aqui. Não digo que se tenha de publicar aqui os melhores artigos, mas todos devíamos fazer um esforço de contribuirmos para o bem da ESAV. Eu fiz a muinha parte e esta revista vai para os co-autores na Universidade de Coimbra e para a Universidade do Algarve...um pouco como o autocarro do IPV, vai mostrar-se.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Os responsáveis autárquicos estão ATENTOS

Nestas últimas semanas responsáveis científicos de instituições de ensino superior em conjunto com responsáveis técnicos de Associações para o desenvolvimento do Mundo rural e dos seus actores temos desenvolvido alguns contactos com responsáveis autárquicos de diferentes cores do espectro político mas com vontade, que é o que nos interessa, para em conjunto levarmos a cabo alguns dos projectos que temos em carteira e que os motivaram para uma primeira abordagem. São projectos não coincidentes mas complementares e que teremos que saber argumentar muito bem para que o poder político, possa ele gizar uma estratégia para levarem a água aos seus moinhos. Estamos numa altura de rupturas, de novas oportunidades e de não termos tempo a perder. A ver vamos se estes sounbites políticos são aplicáveis à ciência que se rege por regras muitas vezes muito simples. Vingam os melhores e sem queremos ser presunçosos queremos estar nesse leque.

domingo, 28 de março de 2010

Vila Nova de Paiva ...um até amanhã... ou um até SEMPRE


Apesar de levar este blogue a sério não tenho obrigação profissional de arranjar assunto todos os dias para a realização de uma crónica. Aliás, era essa a intenção quando hoje almoçava uma caldeirada de garoupa acompanhada por um branco do Douro, após umas ameijoas à bulhão pato de entrada. A propósito este "rancho" tinha de ser comido virado para o mar, neste caso para a Ria, no clube de Vela. Tinha saudades de mar e, como ainda ontem tinha cumprido a tarefa agrícola de deitar herbicida em 3 hectares de vinha que este ano irá dar seguramente muito trabalho a vermos como vai o ano agrícola, resolvi presentear-me com este repasto. Mas antes de começar a fazer a digestão, fiquei incomodado com um telefonema que me disse que Vila Nova de Paiva a partir da próxima semana irá ficar orfã de uma daquelas que mais sente aquela terra contando com os próprios nativos. A razão de escrever estas letras é porque esta próximas duas semanas serão importantes para Vila Nova de Paiva porque vão ser candidatados novos projectos e sinto que a equipa se está a desfalcar. As pessoas de "Barrelas" já sentem dificuldade em adormecer e alguns já fazem promessas à Nossa Senhora de Fátima acreditando que terão de pagar essas promessas. Apenas os políticos e acessores estão tranquilos, seguros que estarão a fazer o melhor pela Terra. Aliás este sentimento é generalizado no País! Queremos que o País produza mais, mas sem contar com as pessoas. Deve ser com a paisagem e com os animais irracionais e alguns Equus asinus. Queria com esta crónica e utilizando estas novas tecnologias fazer uma avaliação se as gentes de "Barrelas", das Terras do Demo e do Paiva querem provar o quão triste ficavam se a Alexandra tiver que ir embora contra a sua vontade. Para isso gentes dessa terra, mais ou menos letradas, teçam comentários nesta crónica a mostrarem que a Alexandra é daquelas que Vila Nova de Paiva e o País precisam. Caso a Alexandra não fique, poderei dizer que foi um prazer trabalhar com e para as gentes do Demo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Explosão Primaveril


Hoje sinto uma enorme necessidade de escrever…
Talvez seja ansiedade, pela visita que o Arbutus do Demo vai receber hoje o Pré –Escolar do Concelho de Viver Nova Paixão – Vila Nova de Paiva. Onde tudo foi pensado ao mais pequeno pormenor.
Cerca de 130 crianças se preparam para entrar num requintado e rural Parque Botânico e onde vamos colocar mãos-à-obra.
Aqui todos os sentidos são postos à prova, e ninguém melhor que as crianças, onde tudo desperta a sua curiosidade. Fluem odores desconcertantes, que nos orientam para um universo paralelo, sem limites. Esse mundo apresenta-se com sensações à flor da pele e requer algum tempo para saborear este pequeno tesouro que vai fervilhando por entre estas Terras do Demo.
Esta visita terá concerteza um sabor diferente, tal como todas as outras o tiveram, mas esta será reflectida como a primeira da última. Será diferente de todas as outras e só para vos deixar curiosos imaginem 130 crianças equipadas de galochas e impermeáveis dispostos a deitar as sementes à Terra, de forma a iniciar-se o processo de Criar Vida… Quase que vai parecer o “Vamos Plantar Portugal”!!
O Arbutus do Demo apresentava um plano de actividades adequado para diferentes níveis de escolaridade do ensino com propósitos pedagógicos, técnico-científicos e lúdicos, com vista à sensibilização dos mais novos para as questões da preservação do ambiente e da biodiversidade, apelo à criatividade e o despertar o sentido da curiosidade.
As respostas a muitas questões serão dadas no espaço.
Um obrigado muito especial à Educadora Natércia Magalhães, que desde sempre entendeu este projecto, este Parque Botânico Arbutus do Demo, como uma mais valia para as crianças deste Concelho.
Ficarão no livro de memórias deste Arbutus do Demo gravados os sorrisos, as gargalhadas, a alegria e a energia contagiante destas crianças.
O verdadeiro tesouro está na natureza, na riqueza e diversidade de paisagens e espécies ocultas nesta calma tão sulista…

ANCOSE e a BOA BESTA


Há já alguns anos que conheço a Ancose e alguns dos seus valorosos elementos. Mas como não nos cruzamos regularmente às vezes esquecemo-nos dos que por cá andam. Ontem reunímos algumas estruturas de elite ligadas ao Cardo e ao Queijo, entre as quais se contam a Universidade Católica (Beiras), a Ancose e já agora a ESAV. E para quê? Para juntarmos sinergias e dar à BOA BESTA, como é denominada a ovelha pelos Franceses o reconhecimento devido. Aproveitamento desde o leite à lã, pele, enfim tudo se aproveita. Mas a Ancose já cá anda há muito tempo e com um trabalho notável que não chega a Viseu para ser devidamente reconhecido. O seu maior promotor é o João Madanelo, um verdadeiro criador com o ar afável do mais humilde pastor, porque os produtos gourmet que cria fá-lo de uma forma tão natural que até parece fácil. Vamos concerteza levar o nosso leite à queijaria (para não dizer a água ao moinho) e sermos capazes de a partir da ovelha e do queijo criarmos interesses para dar a estes ícones das Beiras o devido valor. Vamos ao trabalho e temos que educar os nossos políticos. Para ilustrar segue o aroma do iogurte, manteiga e pasta de leite de ovelha. Parabéns Ancose!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Capital Ecológica _ Vila Nova de Paiva



Aninhada nos ramos arrepiados, vê a dimensão duma Natureza adormecida que recebe faminta os pobres raios de Sol. E espera. Espera tranquila pelo seu reinado enquanto a distância lhe esconde os pormenores das ainda geladas madrugadas.
Muitos são os seres que a admiram cá de baixo, adivinhando-lhe as formas prenhes que o passar dos dias lhe vai trazer e sob o luar pendendo do ninho de carvalho confundirão as madrugadas com as mais belas alvoradas.
Mas por entre as giestas jazem ainda os fentos quebrados e molhados, o húmus desorganizado, atolado de camadas de vidas mortificadas e de outras que laboram todavia, anonimamente e indiferentes aos humores da superfície. Jazem as folhas caídas, telas desiguais pintadas com cristais, escondidas nas sombras que as tardes de Inverno tornam eternas e nas fendas das pedras informes que outros gelos ajudaram a nascer.
Tudo se aquieta nos abrigos que o vento não descobre e a luz rapidamente se despede sem sequer ter aquecido a terra.
A vida fluí, subtil e quase invisível, resiste ao frio e ao gelo até que daqui a muitas luas chegam os sinais do renascimento.
Aninhada nas folhas novas e macias, virá e verá a dimensão duma Natureza acordada que recebe saciada os auspiciosos raios de Sol. E esperará... Esperará tranquila pelo seu nocturno reinado nesta Capital Ecológica.

Um MONUMENTO ao DÃO


Não é propósito deste blogue fazer publicidade gratuita ou deixar-se levar ou induzir em engano os alegados seguidores e colaboradores destes blogue. Contudo, este assunto é outro. Hoje quando recebi este monumento com 60 cm de altura fruto ser uma Magnum de 5l, diga-se de passagem vazia para não me dizerem que me deixei vender, não pude deixar de tirar uma fotografia para ilustrar uma homenagem ao vinho do Dão e forçar este produtor a dizer uns "bitaites" sobre as suas ideias do Vinho "Serra". Aqui fica o desafio! Mas a propósito ou a despropósito, pois como disse veio só a garrafa, há quem diga que este é um Don pérignon do Dão. Será pela qualidade do néctar ou pela extravagância do rótulo, que à semelhança do famoso champagne, arranjaram uma forma no mínimo estranha. Qual terá sido a intenção?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Natureza Interpretada…



Chegou, inevitável, à boleia do tempo mas arrancando à mulata paisagem suspiros de êxtase e risinhos de antecipação. Um rosto prazenteiro e um brilho promissor. Parecia que o Inverno preparava a despedida e entregava o reino ao cavaleiro de armadura reluzente. Porém um bafo frio desenganou a ansiosa pretendente. É Março, quase Abril.
Os verdes estão ainda desbotados, as flores ainda tardam, os ramos parecem mortos mas multiplicam-se os castanhos em diferentes nuances e todas lembram uma miríade de sabores: canela, noz, sultana e cacau, castanha, avelã, baunilha, café, chocolate, amêndoa, caju e pinhão, até onde a imaginação nos possa levar.
Sem nuvens e sem fumo à distância é fácil perdermos o olhar neste Arbutus vazio, nos reflexos azulados que mascaram a diferença condenando-a a um só tom. Parece que ninguém mora nas paragens do frio e que nenhum barulhar se manifesta aqui, mas é engano que cedo se desfaz. Ouvem-se as jardineiras que se encontram na horta biológica, preparando sem demora a terra para os alhos e evitando sabiamente os caprichos da lua nova, chilreiam alguns resistentes que não conhecem as branduras de terras mais quentes e correm ligeiros os regatos de encontro ao rio valoroso. Tudo resplandece para memórias futuras, nestes últimos dias. Dias de Sol e novo fôlego se pode tomar para continuar a acompanhar o ritmo do tempo.
E que seja generoso o correr dos nossos dias...

A ALDEIA como CÉLULA (neuronal e muscular)


Para Aquilino Ribeiro as aldeias eram as células do corpo territorial, onde tudo se organizava individual e socialmente, e onde se irmanavam "terra, gente e bichos". «Sendo a aldeia a célula, como poderá o organismo ter boa conformação e um funcionamento regular, mostrar a vitalidade requerida, se aquela está anemizada, combalida, anquilozada? O êxodo aterrador para as cidades, a corrente caudalosa da emigração nos anos anteriores à guerra, estancada com esta, são índices desta enfermidade celular. »

Vem este texto da Aldeia a propósito de um futuro possível para Vila Nova de Paiva, como para muitas outras Vila Novas deste País. Os projectos que preconizamos e que estamos a desenhar para o desenvolvimento sustentável deste Mundo passa pela reanimação das células, para que possam contribuir para o bom funcionamento do orgão e que todos a rumar para o mesmo lado ponham o organismo a andar. Não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, mas temos que elencar uma ou duas que sirvam de modelo para que outras possam seguir. Não com as mesmas valências, mas com potencialidades diferenciadas. Agora é altura da política decidir quais e com que valências. Há que juntar Aquilinianos, Antropólogos, Biólogos, Gestores, Designers, Educadores Ambientais, Arquitectos, Agrónomos e tantos tantos mais para que o rascunho saia quase perfeito. Indico para já três Alberto Correia, Ana Isabel Queiroz, Paulo Medeiros...

terça-feira, 23 de março de 2010

Vou LAVRAR o meu Protesto


Normalmente as crónicas tem início justificando o título atribuído. Neste caso o título é um mero acaso. Os títulos devem criar algum impacto e este só revela que o sector agrário pode ajudar a criar notícias bombásticas. Aliás um segundo exemplo poderia ser "Não tarda muito vou CAVAR daqui". Mas, esta crónica serve para alertar os colegas que pouco escrevem que este blogue é visto com assiduidade por novos e velhos alunos e disso têm feito referência embora não o demonstrem. Tenho apelado que em vez de darem os parabéns, escrevam e comentem as notícias. Nós ainda não aprendemos a lidar com um Blogue, mas para lá caminhamos. É igualmente curioso o facto de um conjunto de alunos, terem discutido comigo ideias para se ensaiarem no Poliempreende. É o resultado que "têm sumo" precisam é de ser espremidos. Não têm que ter medo de não terem sucesso à primeira, mas têm obrigação de fazerem as coisas bem feitas e serem consequentes e estruturarem as ideias de forma consistente. Acabei de registar mais um dos nomes dos projectos dos meus alunos «Originalland». A base é criar ideias novas com origem na TERRA. Um projecto radicado na TERRA tem que incluir o termo LAND. Atentem ao País Europeu que mais importância dá à sua Terra, a Holanda, HOLLAND, cá está incluiu o termo LAND.