quarta-feira, 19 de julho de 2017

"FOOD EAT"....


https://www.heartfoundation.org.nz/wellbeing/healthy-eating/eating-for-a-healthy-heart/

...mais um acrónimo inspirado na linha dos "HITs" que a ESAV tem vindo a candidatar-se, sendo aplicável a projetos que primem pela valorização dos aspetos nutricionais e de promoção da saúde assentes na produção agrícola e com "gente mentalmente saudável". Os acrónimos são importantes, que o diga o FarmIT e a estética associada também, porque os olhos também "EAT" comem.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Tal é o meu Estado...na Gazeta...Rural



http://gazetarural.com/2017/07/16/gazeta-rural-n-o-297-15-julho-2017/
http://gazetarural.com/wp-content/uploads/2017/07/Gazeta-Rural-n%C2%BA-297.pdf

O estado é um substantivo masculino que deriva do latim Status. Já a expressão o “estado da nação” é quase como um pleonasmo porque normalmente se confunde o “estado” com a “nação” quando, na verdade, percebemos que a “nação” é o todo que inclui as partes. Já uma outra expressão “ao estado a que chegámos” remete-nos para a responsabilidade do “estado” em quase tudo o que de menos bom acontece.
Não querendo meter "a foice em seara alheia” permito-me fazer um comentário geral sobre o atual estado da nação, em particular, no que concerne ao desenvolvimento regional e no acreditar dos recursos endógenos dos territórios de interior e na forma como os podemos potenciar.
Nós temos a fileira dos vinhos como um exemplo paradigmático dessa capacidade e desse potencial. Acreditamos, estudamos e potenciamos os nossos recursos genéticos, designadamente as nossas castas, a capacidade empírica e tecnológica das nossas gentes e empresas que estamos a promover no mundo com uma estratégia de marketing forte e concertada. Tudo isto assenta numa identidade exclusiva do nosso património genético, na nossa cultura da vinha e do vinho que desenham a diversidade das paisagens e do enoturismo, neste “recanto à beira mar plantado”. É esta corrente que nasce no interior por entre vales e serras, florestas e pastagens que chega aos grandes centros de uma forma evoluída e personalizada para ajudar a promover o melhor que um País pode ter, a diversidade das suas culturas traduzidas em produção, sentimento, criatividade e inovação.
Outros sectores, como o da fileira dos queijos, deviam seguir este exemplo, mas para isso seria preciso um apoio mais efectivo e uma estratégia concertada, buscando sinergias e procurando deste modo a resolução de muitos dos seus problemas. A dinamização destes sectores poderiam contribuir igualmente para a sustentabilidade destes territórios, designadamente, através da prevenção dos incêndios nas florestas. Mas aqui rapidamente percebemos que, de uma forma genérica, as ações praticadas e a implementação dos programas e das estratégias do estado não vão ao encontro das necessidades nem daquilo que se apregoa. Na maioria dos casos quando o fazem é em prol de uns poucos através de estruturas que têm canais de acesso à informação e decisão privilegiadas. Não vamos voltar à conversa das “camas dos animais”, mas os animais são, sem qualquer sombra de dúvida, fundamentais para a salvaguarda, promoção e valorização do espaço rural e da floresta em particular. Os animais são os primeiros “sapadores da floresta”, sendo que não retiram mérito nem substituem os grupos de sapadores florestais que são fundamentais para o delineamento e execução de planos de prevenção. Estes são muitas vezes difíceis de justificar, porque não se tem a noção da estimativa do risco e a exata quantificação dos prejuízos no pós trauma.
Uma outra questão tem a ver com a valorização dos recursos da floresta, para que se possam ir retirando dividendos “palpáveis” ao longo dos anos. Aí, a inovação aliada ao setor técnico-científico tem um papel relevante a desempenhar, onde os Institutos Politécnicos em parceria com os principais Centros de Investigação e Desenvolvimento devem colaborar activamente. A proximidade geográfica e o conhecimento técnico e prático de uns e a capacidade científica e tecnológica de outros são uma simbiose estratégica fundamental que só pode redundar em êxito, através de uma escolha criteriosa de investigadores e dos respetivos consórcios.
O debate actual do Estado da Nação não pode fugir aos últimos e trágicos acontecimentos de Pedrógão Grande que “puseram a nu” algumas das fragilidades da atual política do desenvolvimento do interior pela qual eu não ponho as “mãos no fogo”. Obviamente que temos casos de sucesso, mas infelizmente são ainda poucos e “uma árvore não faz a floresta”. 
Eu assisto à análise das candidaturas de projectos e vejo a falta de sensibilidade dos decisores, a reduzida massa crítica tecnicamente válida para ocupar cargos políticos neste interior e que normalmente se assumem como meras extensões das estratégias decididas na capital. E se por alguma vez quiserem ter um “rasgo de lucidez” para agitar um status quo, rapidamente moderam o ímpeto e colocam toda a veemência no vibrar da haste da bandeira que ostentam.
Para decidirmos o rumo destes territórios, precisamos conhecer muito bem a geografia e as suas gentes. Buscar identidades e diversidade para que os territórios no seu conjunto actuem em sinergia e de forma concertada, através de planos perfeitamente adaptados a cada realidade e que não se apliquem apenas estratégias replicadas e decalcadas. O País é pequeno em escala, mas contém uma diversidade paisagística, cultural e social que merece ser avaliada, valorizada e promovida com os tais empreendedores que muitas vezes fazem a diferença em absoluta consonância com as gentes que aí.
A estratégia tem que partir do cerne, mas para isso temos que eleger quem o conhece na sua essência e não pode ser vistos por “drone” como se todos tivessem floresta, rios, paisagens, artesanato, gastronomia e pessoas. A diferença está na cultura e nas gentes que os moldaram e que saberão seguramente os melhores caminhos para o seu sucesso futuro. Obviamente que não o fazem sozinhos, mas têm que ser os atores principais.
No pós Pedrógão Grande parece que o interior e as suas populações são um problema e que nada acrescentam a uma nação. O País ia tão bem embalado com um crescimento há muito não atingido, muito por força do turismo, e eis que de repente se abateu o demónio, com a “voz de uma trovoada seca”.
Este tipo de crescimento tem que ser analisado com o devido cuidado, para que não estejamos a acentuar uma dicotomia entre grandes centros e espaço rural. Obviamente que os atores do espaço rural têm que se afirmar, mas as regras e as oportunidade têm que ser claras e iguais para todos. Os produtores têm que fazer chegar os seus primores aos grandes centros e pelas vias certas. Talvez a melhor forma de os promover não seja pela mão dos chefs Michelin que palmilham quilómetros à busca de obterem os seus rendimentos e reconhecimento. Já temos exemplos e promessas bastas de ações e eventos, entre os quais o “Queijos à Chef” é um exemplo, que não almejaram atingir os propósitos a que se propuseram.
Uma das estratégias alternativas pode ser aproveitar o sucesso de algumas estruturas e empresas do interior que, fruto de muito trabalho e empreendedorismo, encontraram os canais certos de promoção e que hoje ganharam um capital e reconhecimento nos grandes centros que permitem abrir portas a outros que cumpram os mesmos requisitos de qualidade e que demonstrem essa vontade. O futuro passa por atrair visitas mas no imediato temos que ir onde está o turismo, tirar partido dos milhões de visitantes e ficarmos com o nosso "quinhão" para trazer para cá e redistribuir nos territórios de interior e o exemplo da Chocolateria Delícia pode ser um excelente "abre olhos", porque acredito poderem e quererem ajudar outros que tenham uma qualidade irrepreensível e o mereçam.

Paulo Barracosa

domingo, 16 de julho de 2017

Estado da Nação...


https://www.rtp.pt/play/p2476/e297885/3-as-11/587564

O estado é um substantivo masculino que deriva do latim Status. Já a expressão o “estado da nação” é quase como um pleonasmo porque normalmente se confunde o “estado” com a “nação” quando, na verdade, percebemos que a “nação” é o todo que inclui as partes. Já uma outra expressão “ao estado a que chegámos” remete-nos para a responsabilidade do “estado” em quase tudo o que de menos bom acontece.
Não querendo meter "a foice em seara alheia” permito-me fazer um comentário geral sobre o atual estado da nação, em particular, no que concerne ao desenvolvimento regional e no acreditar dos recursos endógenos dos territórios de interior e na forma como os podemos potenciar.
Nós temos a fileira dos vinhos como um exemplo paradigmático dessa capacidade e desse potencial. Acreditamos, estudamos e potenciamos os nossos recursos genéticos, designadamente as nossas castas, a capacidade empírica e tecnológica das nossas gentes e empresas que estamos a promover no mundo com uma estratégia de marketing forte e concertada. Tudo isto assenta numa identidade exclusiva do nosso património genético, na nossa cultura da vinha e do vinho que desenham a diversidade das paisagens e do enoturismo, neste “recanto à beira mar plantado”. É esta corrente que nasce no interior por entre vales e serras, florestas e pastagens que chega aos grandes centros de uma forma evoluída e personalizada para ajudar a promover o melhor que um País pode ter, a diversidade das suas culturas traduzidas em produção, sentimento, criatividade e inovação.
Outros sectores, como o da fileira dos queijos, deviam seguir este exemplo, mas para isso seria preciso um apoio mais efectivo e uma estratégia concertada, buscando sinergias e procurando deste modo a resolução de muitos dos seus problemas. A dinamização destes sectores poderiam contribuir igualmente para a sustentabilidade destes territórios, designadamente, através da prevenção dos incêndios nas florestas. Mas aqui rapidamente percebemos que, de uma forma genérica, as ações praticadas e a implementação dos programas e das estratégias do estado não vão ao encontro das necessidades nem daquilo que se apregoa. Na maioria dos casos quando o fazem é em prol de uns poucos através de estruturas que têm canais de acesso à informação e decisão privilegiadas. Não vamos voltar à conversa das “camas dos animais”, mas os animais são, sem qualquer sombra de dúvida, fundamentais para a salvaguarda, promoção e valorização do espaço rural e da floresta em particular. Os animais são os primeiros “sapadores da floresta”, sendo que não retiram mérito nem substituem os grupos de sapadores florestais que são fundamentais para o delineamento e execução de planos de prevenção. Estes são muitas vezes difíceis de justificar, porque não se tem a noção da estimativa do risco e a exata quantificação dos prejuízos no pós trauma.
Uma outra questão tem a ver com a valorização dos recursos da floresta, para que se possam ir retirando dividendos “palpáveis” ao longo dos anos. Aí, a inovação aliada ao setor técnico-científico tem um papel relevante a desempenhar, onde os Institutos Politécnicos em parceria com os principais Centros de Investigação e Desenvolvimento devem colaborar activamente. A proximidade geográfica e o conhecimento técnico e prático de uns e a capacidade científica e tecnológica de outros são uma simbiose estratégica fundamental que só pode redundar em êxito, através de uma escolha criteriosa de investigadores e dos respetivos consórcios.
O debate actual do Estado da Nação não pode fugir aos últimos e trágicos acontecimentos de Pedrógão Grande que “puseram a nu” algumas das fragilidades da atual política do desenvolvimento do interior pela qual eu não ponho as “mãos no fogo”. Obviamente que temos casos de sucesso, mas infelizmente são ainda poucos e “uma árvore não faz a floresta”.
Eu assisto à análise das candidaturas de projectos e vejo a falta de sensibilidade dos decisores, a reduzida massa crítica tecnicamente válida para ocupar cargos políticos neste interior e que normalmente se assumem como meras extensões das estratégias decididas na capital. E se por alguma vez quiserem ter um “rasgo de lucidez” para agitar um status quo, rapidamente moderam o ímpeto e colocam toda a veemência no vibrar da haste da bandeira que ostentam.
Para decidirmos o rumo destes territórios, precisamos conhecer muito bem a geografia e as suas gentes. Buscar identidades e diversidade para que os territórios no seu conjunto actuem em sinergia e de forma concertada, através de planos perfeitamente adaptados a cada realidade e que não se apliquem apenas estratégias replicadas e decalcadas. O País é pequeno em escala, mas contém uma diversidade paisagística, cultural e social que merece ser avaliada, valorizada e promovida com os tais empreendedores que muitas vezes fazem a diferença em absoluta consonância com as gentes que aí.
A estratégia tem que partir do cerne, mas para isso temos que eleger quem o conhece na sua essência e não pode ser vistos por “drone” como se todos tivessem floresta, rios, paisagens, artesanato, gastronomia e pessoas. A diferença está na cultura e nas gentes que os moldaram e que saberão seguramente os melhores caminhos para o seu sucesso futuro. Obviamente que não o fazem sozinhos, mas têm que ser os atores principais.
No pós Pedrógão Grande parece que o interior e as suas populações são um problema e que nada acrescentam a uma nação. O País ia tão bem embalado com um crescimento há muito não atingido, muito por força do turismo, e eis que de repente se abateu o demónio, com a “voz de uma trovoada seca”.
Este tipo de crescimento tem que ser analisado com o devido cuidado, para que não estejamos a acentuar uma dicotomia entre grandes centros e espaço rural. Obviamente que os atores do espaço rural têm que se afirmar, mas as regras e as oportunidade têm que ser claras e iguais para todos. Os produtores têm que fazer chegar os seus primores aos grandes centros e pelas vias certas. Talvez a melhor forma de os promover não seja pela mão dos chefs Michelin que palmilham quilómetros à busca de obterem os seus rendimentos e reconhecimento. Já temos exemplos e promessas bastas de ações e eventos, entre os quais o “Queijos à Chef” é um exemplo, que não almejaram atingir os propósitos a que se propuseram.
Uma das estratégias alternativas pode ser aproveitar o sucesso de algumas estruturas e empresas do interior que, fruto de muito trabalho e empreendedorismo, encontraram os canais certos de promoção e que hoje ganharam um capital e reconhecimento nos grandes centros que permitem abrir portas a outros que cumpram os mesmos requisitos de qualidade e que demonstrem essa vontade. O futuro passa por atrair visitas mas no imediato temos que ir onde está o turismo, tirar partido dos milhões de visitantes e ficarmos com o nosso "quinhão" para trazer para cá e redistribuir nos territórios de interior e o exemplo da Chocolateria Delícia pode ser um excelente "abre olhos", porque acredito poderem e quererem ajudar outros que tenham uma qualidade irrepreensível e o mereçam.
Paulo Barracosa

Harvesting flowers for Cynstress project...for a better understanding

The flower harvesting process started this saturday, 15 july. We obtained complete flowers with stigma and style from the main capitula of four individual plants from genotype 1M. The flowers were ripped.






















sábado, 15 de julho de 2017

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Um cogumelo....do principio ao fim....

...que começou com o Eng. António Pinto ao qual a Rita deu um fim...! Agora é preciso avaliar a composição e a valorização nutricional, porque acreditamos que possa conter compostos antioxidantes e anticancerígenos, até fruto do substrato onde cresceu.